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sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Protetores solares e sua importância para nossa pele



Bolsistas: Loane Machado dos Reis
Bolsistas: Taynara Carneiro Silva
Olá, pessoal! Hoje vamos falar de um assunto que não pode ficar sem esclarecimentos.... O protetor solar e sua importância para nossa pele.

Não é de hoje que as dúvidas existem sobre qual melhor protetor. Qual fator utilizar? Qual o ideal para sua pele? Enfim, que marca usar?

Bem, vamos começar devagar! No Brasil a maior parte do ano há Sol e com a chegada do verão devemos ter ainda mais cuidado, ou seja, o uso de protetores solares deve fazer parte da nossa rotina diária. Iremos apresentar diversos fatores que nos levam a utilizar protetor solar: evitar manchas na pele, queimaduras, insolação, flacidez, câncer na pele causado pelo longo período de exposição ao Sol entre outros fatores. 

O aumento considerável da radiação relacionado diretamente ao aquecimento global nos leva a uma reflexão sobre os cuidados com a nossa pele. Os filtros solares ou protetores solares são substâncias que aplicadas sobre a pele protegem a mesma contra a ação dos raios ultravioletas do Sol (ARAÚJO, 2008). Com isso é de suma importância conhecer as faixas de radiação UV (100 a 400nm) conforme ilustra a Figura 1.

Figura 1: Faixas de radiação UV

E agora vamos conhecer as principais características dos filtros solares:

UVA: Responsável pela indução do bronzeamento ou pigmentação por meio do escurecimento da melanina, não causa eritema (vermelhidão da pele causada por vasodilatação dos capilares cutâneos), no entanto, com tempo, causa danos ao sistema vascular e induz o câncer da pele. 

UVB: Ocasiona queimaduras, eritemas solares, causa envelhecimento precoce das células, além de aumentar os riscos de mutações fatais deixando os sintomas de um câncer camuflados.  Essas reações podem ir desde o estímulo de produção de melanina até leves queimaduras e mutações no DNA que têm sido mais frequentes nos últimos anos (FLOR; DAVOLOS e CORREA, 2006).

UVC: Essa radiação contém elevadas energias, isto é, extremamente prejudicial ao ser vivo, não ultrapassa a estratosfera.

O especialista Thomas Fitzpatrick classifica a pele em 6 tipos; 1 e 2, peles muito brancas e brancas; 3 e 4, peles ligeiramente morenas e morenas; 5 e 6, peles muito morenas e negras. Características determinantes para escolha do produto certo, como pele oleosa, seca ou extra-seca; as diversas marcas lançam diversas opções. Vale ressaltar que temos que ser criteriosos nas nossas escolhas. Mas na realidade é uma questão bastante peculiar de pessoa para pessoa e o tempo para que surjam eritemas em sua.

Ainda precisa considerar o fator que define sua função de protetor solar (FPS). Nesse sentido, ao considerarmos as condições climáticas, estação do ano, localizações geográficas e determinados períodos do dia uma pessoa de pele clara entre os tipos 1 e 2 exposta ao Sol sem proteção por apenas vinte minutos, com proteção 300 minutos com FPS 15. Pois o que determina o fator e o tempo que uma pessoa pode ficar ao Sol sem danos pode ser pelo fator escolhido. Assim, quanto maior o FPS, maior será o tempo de proteção. O valor do FPS é calculado pela Equação:




Os filtros ou protetores solares podem ser orgânicos ou inorgânicos com seus efeitos químicos e físicos. São produtos químicos destinados a proteger a pele quando utilizados de forma correta. 

Filtros orgânicos: são formados por moléculas orgânicas capazes de absorver a radiação UV (alta energia) e transformá-la em radiações com energias menores e inofensivas ao ser humano.

Filtros inorgânicos: Os filtros solares inorgânicos são representados por dois óxidos, ZnO (Óxido de Zinco) e TiO2 (Dióxido de Titânio). Esses filtros solares representam a forma mais segura e eficaz para proteger a pele, pois apresentam baixo potencial de irritação, sendo, inclusive, os filtros solares recomendados no preparo de fotoprotetores para uso infantil e pessoas com peles sensíveis.


É importante ressaltar também que o uso de protetor solar não está ligado somente aos dias de Sol, mas também para o inverno e que se utilizado na dosagem errada pode causar danos à nossa pele, já que sua eficácia está intimamente relacionada à maneira como o utilizar. Portanto, fiquem atentos aos cuidados com sua pele, principalmente quanto ao período de aparecimento de eritemas.

Referencias bibliográfica
ARAUJO, T. S. E.; SOUZA S. O. Protetores Solares e os efeitos da radiação Ultravioleta. Scientia Plena, São Cristóvão, v. 4, n. 11, Ago. 2008. Acessado em: 30/09/2018
FLOR, J.; DAVOLOS, M. R.; CORREA, M. A. Protetores Solares, Agosto 2006. Disponível em: Acesso em:01/10/2018
http://ref.scielo.org/kj6jz2, acessado em:04/10/2018

terça-feira, 10 de outubro de 2017

A Química do Chá


 
Bolsista: Karla Nara
Olá, caros leitores....
O assunto dessa semana é muito significativo, uma vez que iremos abordar sobre os chás. O chá é uma das bebidas mais disseminadas no mundo devido principalmente as suas propriedades sensoriais tais como, sabor e aroma. Além disso, a bebida pode ser utilizada como princípio ativo em medicamentos devido às suas propriedades medicinais no combate e prevenção de doenças. Essas propriedades devem-se à presença, de compostos biologicamente ativos tais como: flavonoides, catequinas, polifenóis, alcalóides, vitaminas, sais minerais, dentre outros (Schmitz et al., 2005).
Chá é a infusão obtida pela escalda de folhas de chá (Camellia Sinensis) vista na figura 1, verdes ou fermentadas. A planta é originária das regiões asiáticas de Assam, Mianmá (Birmânia), Tonquim e Mekong. (VENTURINI, 2010).

Figura 1 - Camellia Sinensis
Fonte: http://chaarteevida.blogspot.com.br/2010/04/conhecendo-camellia-sinensis-ou-planta.html

Plantas, flores e frutos possuem algumas propriedades tais como: sabor, aroma e características medicinais, que são distintas da erva Camellia Sinen. O processo de preparação dessas bebidas é o mesmo, sendo assim, qualquer tipo de infusão em água quente passou a ser conhecido popularmente como chá. (SILVA, 2011)
Algumas plantas medicinais de uso tradicional para preparo de chás são reconhecidas pela ANVISA, podemos citar algumas delas: Cymbopogon citratus, cujo nome popular é capim-cidreira erva cidreira, sua parte utilizada são as folhas e é indicada para cólicas intestinais e uterinas e sua contraindicação não foi encontrado na literatura consultada. Temos também a planta Plectranthus barbatus, cujo nome popular é o falso-boldo, boldo nacional, hortelã homem, boldo africano, sua parte utilizada são as folhas, suas indicações são: dispepsia (distúrbios da digestão) e hipotensão (pressão baixa) possui contraindicação para gestantes, lactantes, crianças, pessoas com hipertensão, hepatites, obstrução das vias biliares e uso de medicamentos para o sistema nervoso central. Outra planta bem usada é a Rosmarinus officinalis L, do qual seu nome popular: Alecrim, alecrim-de-jardim, rosmarinho, alecrim de-cheiro, flor-de-olimpo. Suas partes utilizadas são as folhas e sumidades floridas e tem indicações para distúrbios circulatórios, antisséptico, cicatrizante, distúrbios digestivos. Contraindicação: Pessoas com doença prostática, gastroenterites, dermatoses e convulsão. (ITAIPU BINACIONAL, 2012)
Segundo BRAIBANTE (2014), No Quadro 2, apresentamos algumas plantas popularmente utilizadas no Brasil na forma de infusão, seus princípios ativos e usos medicinais.


A química orgânica está muito existente nos chás, uma vez que analisando as estruturas químicas dos componentes dos chás e os principais princípios ativos de cada um podemos averiguar as cadeias carbônicas, nomenclatura, grupos funcionais, isomeria e entre outros.
Como foi citado no quadro 2, a planta hortelã cujo principio ativo é o mentol tem em sua cadeia carbônica um grupo funcional álcool secundário, além de possuir uma ciclohexano e ligações saturadas. Já no camazuleno principio ativo da camomila em sua cadeia carbônica é um composto aromático. E no citral principio átivo do capim cidró tem um grupo funcional aldeído, além disso, apresenta isomeria e contêm ligações insaturadas. E na planta erva doce, cujo principio ativo é o anetol, em sua estrutura carbônica dispõe de um benzeno, um grupo funcional cetona e ligações insaturadas.
Sendo assim, a química estar relativamente presente nos chás, uma vez que conhecimentos populares podem ser discutidos e analisados em busca de um amplo conhecimento, envolvendo várias temáticas.


Referências
  • SCHMITZ, W.; SAITO, A.Y.; ESTEVÃO, D.; SARIDAKIS, H. O. O chá verde e suas ações como quimioprotetor. Semina: Ciências Biológicas e da Saúde, v. 26, n. 2, p. 119-130, 2005. Disponível em: < http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/seminabio/article/view/3561> . Acessado em 18 de julho de 2017.
  • VENTURINI, F.W. G. Bebidas não alcooólicas: Ciência e tecnologia. São Paulo: Blucher, 2010, v.2.
  • SILVA, D. A Química dos chás: Uma Temática para o Ensino de Química Orgânica. Santa Maria- RS, 2011. Disponível em: <http://cascavel.ufsm.br/tede/tde_arquivos/35/TDE-2011-11-22T163944Z-3337/Publico/SILVA,%20DENISE%20DA.pdf > Acessado em 18 de julho de 2017.
  • ITAIPU BINACIONAL - Projeto Plantas Medicinais – Cartilha Informativa, 2012. Disponível em: < http://www.cultivandoaguaboa.com.br/sites/default/files/iniciativa/BX_cartilha_15x21cm.pdf> Acessado em 17 de julho de 2017.
  • MORAIS, S.M.; CAVALCANTI, E.S.B.; COSTA, S.M.O.; AGUIAR, L.A. Ação antioxidante de chás e condimentos de grande consumo no Brasil. Revista Brasileira de Farmacognosia, v. 19, p. 315-320, 2009. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102695X2009000200023&script=sci_abstract&tlng=pt> Acessado em 17 de julho de 2017.
  • BRAIBANTE, M.E. F.; SILVA, D.; BRAIBANTE, H. T. S.; PAZINATO, M. S. A Química dos Química Nova na Escola, São Paulo-SP, BR. Vol. 00, N° 0, p. xxx, 2014. Disponível em: <http://qnesc.sbq.org.br/online/prelo/QS-47-13.pdf> Acessado em 18 de julho de 2017.