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terça-feira, 31 de maio de 2016

Tô de BACON a vida!

                                                                                                                          Bolsista: Maísa Bolentini
Neste post a química das sensações vai aguçar seu olfato com um cheirinho conhecido por todo mundo. A não ser que você seja um vegetariano aplicado, então é certeza que toda vez que sente aquele cheirinho inconfundível de bacon frito, sua boca saliva e suas lombrigas se excitam. Esse corte suíno é usado de infinitas maneiras na culinária, aliás, ele combina com todas as gordices do mundo!
Um estudo realizado por pesquisadores das Universidades de Estremadura, na Espanha, e Reading, na Inglaterra, afirmou que ao fritar a carne, dos compostos orgânicos voláteis liberados, cerca de 150 deles contribuem para que o cheiro do bacon seja tão formidável.
A maior parte desses compostos tem origem a partir da reação de Maillard, onde uma proteína ou aminoácido reage com carboidratos ou açucares quando qualquer carne é aquecida, o aspecto dourado após assado é resultado da reação de Maillard.  Durante a preparação do bacon, em especial, existem outros compostos que são liberados, resultante da decomposição das moléculas de gordura.
           Mas quais são estes compostos responsáveis pelo aroma apetitoso do bacon? Após listar todas as substâncias, os pesquisadores descobriram que a maioria era composta por aldeídos e hidrocarbonetos. Entretanto, os responsáveis pelo cheiro delicioso do bacon são as pirazinas e piridinas mesmo em menores quantidades.
São duas substâncias aromáticas contendo nitrogênio em sua composição, como ilustram as figuras 1 e 2.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Você morreu, e agora?


Bolsista: Maísa Bolentini

Neste post vocês vão saber o que acontece com o seu corpo depois de morto, mas não pensem que vamos tratar de vida após morte ou algum tipo de atividade paranormal. NÃO!

Figura1: Ilustração da morte
Fonte: <https://gartic.com.br/roll/desenho-jogo/1261023812>

Já ouviu aquela frase ‘A única certeza que temos é a morte’? Pois é, sabemos que hora ou outra, todos vamos morrer. Mas você sabe o que acontece com seu corpo depois de ‘ir dessa para melhor’? Possivelmente não, pois é um assunto pouco discutido. Então vamos lá!
Assim que uma pessoa morre, consequentemente para de respirar, logo, todas suas células param de receber oxigênio, porém, as estruturas continuam vivas por mais alguns minutos produzindo dióxido de carbono (CO2).  O CO2, ao entrar em contato com as células, produz enzimas que digerem-nas de dentro para fora. Todo esse processo resulta em um líquido rico em nutrientes.
Depois de uma semana, aquele líquido nutritivo, do qual seu corpo se tornou, servirá de alimento para milhares de bactérias e fungos, o que acabará por liquefazer seus órgãos e músculos.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Rapazes, suem a camisa!

Bolsista: Maísa Bolentini

            Figura 1: Costas suada
Fonte:<https://www.google.com.br/searchq=suor&espv=2&biw=1366&bih=637&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwidx8fUuKXKAhWEDpAKHaa_A5cQ_AUIBigB#imgrc=qp4txGMLHsH7kM%3A>

         É fato conhecido por todos que o suor, em sua maioria das vezes, apresenta um odor bem peculiar. Atividades físicas, trabalho, nervosismo, ou até mesmo ficar parado em um ambiente, sem nenhuma ou com pouca ventilação, faz com que nossas glândulas sudoríparas sejam ativadas, nos fazendo suar, a fim de nos refrescar. Essas glândulas são encontradas em um número bem expressivo em nosso corpo: cerca de 2,6 milhões dessas belezinhas estão espalhadas por nossa pele, por todas as partes do corpo, exceto nos lábios, mamilos e órgãos genitais externos.
Não é uma imagem muito agradável ver uma pessoa encharcada de suor. Na maioria dos casos, causa repulsa e nojo. É algo cultural, e não temos como fugir disso. Principalmente quando se trata de mulheres. Já percebeu o pavor que uma mulher sente ao perceber que alguém suado está se aproximando demais? Ou a cara de uma garota quando seu namorado chega todo molhado de uma partida de futebol querendo lhe dar um abraço? É... Sou mulher, e sei que não é muito agradável passar por isso. Mas, a ciência mostra que isso não passa de um charme a mais que nos pertence.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Tripofobia: medo de buracos

Maísa Bolentini


Você sabia que há pessoas que tem medo de buracos/perfurações? O número de pessoas que relatam esta fobia é crescente. Pode soar engraçado, mas os que possuem a tripofobia pode ter um ataque de pânico ao observar uma simples imagem de uma série de buracos. O nome dado é uma junção de fobia, que significa medo e tripo, que significa perfurar ou fazer buracos.
Segundo o site Trypophobia.com, a repulsa consiste em um tipo estranho de fobia que pode ser generalizada como um medo de padrões geométricos. Estamos falando especificamente de padrões criados pela natureza. Como exemplo os favos de mel, que são formados por repetidas formas geométricas.  Muitas pessoas portavam essa repulsão, porém ela não era tratada como uma fobia, tanto que este transtorno ainda não foi incluído no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, este manual é usado por profissionais da área da saúde mental que lista diferentes tipos de transtornos psicológicos e critérios para diagnosticá-los.
Para tentar compreender de onde provém o medo, dois cientistas da universidade deEssex localizada em Colchester, Inglaterra, basearam sua pesquisa nas imagens postadas no site da Trypophobia.com, e, a partir delas perceberam que a fobia não era exatamente dos buracos e sim, da associação que elas fazem entre os buracos e perigo. Segundo os cientistas Arnold Wilkins e Geoff Cole, o medo é influenciado por fatores culturais, pois as imagens se assemelham a vermes que geram inflamações a penetrar na pele, então essas imagens estimulam o alerta de perigo nas pessoas possuidoras dessa fobia, que resulta em reações incontroláveis.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Neurotransmissores e suas ações sensoriais

Bolsista: Maísa Abigair Bolentini







Entre a comunicação de neurônios, muito se fala sobre neurotransmissores, mas o que são? Para que uma molécula seja considerada um neurotransmissor, ela deve ser sintetizada e embutida no neurônio que irá liberá-la, além disso, isso só ocorre quando este neurônio for estimulado. Os neurotransmissores são moléculas simples, normalmente aminas e peptídeos. ‘As aminas regulam muitos comportamentos como o movimento dos músculos, o sono, as sensações de prazer e as flutuações de humor.’ (RETONDO, FARIA,2014) Os peptídeos, como por exemplo o Oxitocina, promove contrações uterinas durante o parto e auxilia na saída de leite durante a amamentação, por isso é conhecida como hormônio do amor; já outros tipos de peptídeos agem como analgésicos, além de provocarem sentimentos altamente prazerosos e de euforia.

Figura 1: Estrutura dos neurotransmissores aminas: dopamina, adrenalina e serotonina, respectivamente.
         


Fonte: http://www.infoescola.com/bioquimica/dopamina/
http://www.culturamix.com/saude/adrenalina
http://www.infoescola.com/neurologia/serotonina/

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Nosso Sistema Nervoso

Bolsista: Maísa Abigair Bolentini






Olá pessoal,

Como falei na publicação anterior continuaremos aprofundando o mundo das sensações, agora compreenderemos como o sistema nervoso central reage as nossas percepções. Como será que funciona o cérebro humano? O cérebro de todas as pessoas funciona da mesma maneira? Como captamos as sensações? Na verdade, ‘jamais compreenderemos o que faz cada pessoa ser única ou como a mente funciona’ (RETONDO, FARIA, 2014).
A complexidade do cérebro atiça a curiosidade de diversas áreas, tais como: neurocientistas, psicólogos, filósofos, físicos, químicos, dentre muitos outros. Entre várias pesquisas sobre este assunto, um dos pontos em que os resultados se cruzam afirma que nossa mente se adapta e evolui de acordo com o ambiente.
Segundo Carolina Godinho Retondo, o sistema nervoso central é o responsável por decodificar não só tudo o que sentimos, mas também tudo o que pensamos, bem como tudo o que ocorre no organismo. Todas as atividades relacionadas às funções cerebrais se originam em nossa mente. Essa, por sua vez, é individual e única, por isso somos nós quem decidimos o que é normal ou anormal de acordo com nossos costumes e cultura.
Nos últimos anos a ciência descobriu que o cérebro sofre mudanças positivas no decorrer de nossas vidas, e que uma dessas mudanças é a regeneração de neurônios, algo desacreditado até pouco tempo atrás. Pesquisas sobre esse fato podem ajudar a entender e descobrir a cura de muitas doenças, como: paralisia cerebral, mal de Parkinson e de Alzheimer.
Essas alterações que levam à formação do novos neurônios são chamadas de Plasticidade, e ocorrem em nível químico. Um exemplo é a aprendizagem, que estabelece uma forte conexão entre neurônios aumentando suas capacidades de se comunicar quimicamente, em regiões chamadas sinapses. Então a aprendizagem é uma plasticidade.
O cérebro é responsável por reconhecer todas as sensações e formar percepções. Na verdade, é um sistema bem mais complexo, composto pela medula espinhal, o bulbo, o cerebelo, o tronco encefálico e os nervos cranianos (figura 1).

Figura 1: ilustração do sistema nervoso central.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Sensações: informações do mundo interpretadas pela mente

Maísa Abigair Bolentini












Oi, pessoal! 

Acabei de entrar no PIBID e mensalmente, abordarei a temática química das sensações, buscando desvendar o mistério que envolve o universo de nossas percepções, bem como nossa interação com o meio em que vivemos.
O ser humano, desde o principio de sua existência, é influenciado pelas suas sensações e percepções, tornando-os impares, capaz de se relacionar com seus semelhantes, vivendo em sociedade. Através da compreensão de nossos sentidos (visão, audição, olfato, paladar e tato), de nossas emoções e da degustação de substancias naturais e sintéticas (corantes, açúcares, adoçantes, aromatizantes, fragrâncias, analgésicos, etc.), podemos alcançar maior conhecimento acerca de nós mesmos. No entanto, somente a química não consegue explicar esses comportamentos. O campo de nossas sensações e percepções abrange diversas ciências, como física, medicina, psicologia e filosofia. Por isso, é essencial o entrelaçamento interdisciplinar dessas áreas.
A mente é capaz de descodificar as sensações e percepções. Desde a era primitiva até os tempos atuais o homem vem adaptando-se aos elementos naturais por exemplo, a descoberta do fogo. Tornando-os seus aliados na busca pela concretização de seus objetivos. Desenvolvemos, modificamos, aperfeiçoamos. No início para sobrevivência; hoje, para nosso conforto.
No entanto, não é só o meio que pode ser transformado pelo ser humano. O ser humano também pode se modificar pela influencia que o meio aplica sobre ele, através de suas experiências. Captamos dados do ambiente, transformando-os em pensamentos e sentimentos, manifestando tudo isso através de nossa comunicação, verbal e não verbal.
Até o momento muito se comentou sobre sensações, mas o que é sensação? “Uma resposta a essa pergunta poderia ser que a sensação é uma análise que o nosso organismo confere aos estímulos do ambiente.” (RETONDO; FARIA, 2014) Os receptores sensoriais são responsáveis pelo envio de dados para os neurônios, que são células que conduzem essas informações através de impulsos nervosos e comunicação química. Assim, a partir dessa comunicação é que a sensação é interpretada. No entanto, essa seria apenas uma definição biológica e que não levam em consideração muitos aspectos envolvidos com as sensações.

Figura 1: Ilustração dos órgãos sensoriais interligados a mente.

Fonte: http://thumbs.dreamstime.com/x/c%C3%A9rebro-de-cinco-sentidos-46622323.jpg